quinta-feira, 24 de junho de 2010

Poema à boca fechada


José Saramago 1922-2010


Poema à boca fechada

"Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."


José Saramago

sexta-feira, 18 de junho de 2010

RECEPÇÃO AOS ALUNOS DO 4.º ANO

Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral

Recepção aos alunos do 4.º ano

O futuro prepara-se hoje!

Perspectivando o próximo ano lectivo realizou-se, na última semana de aulas, na escola sede, a recepção a todos os alunos que frequentam o 4.º ano de escolaridade nos inúmeros estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral

Os alunos do 8.º A e 8.º D, futuros finalistas, foram os anfitriões desta visita guiada, recebendo as dezenas de caloiros, de forma acolhedora e afável, fazendo as honras da casa-mãe.

Durante três dias, os visitantes, acompanhados pelos colegas mais experientes, vivenciaram práticas de integração no novo espaço.

As boas vindas foram dadas pelos colegas, no auditório Via Láctea. Logo aí, alguns rostos expressaram curiosidade. Era preciso partir à descoberta e explorar as potencialidades desta escola.

Após a recepção feita pela Direcção do Agrupamento, visitaram com entusiasmo e interesse todos os pavilhões onde decorrem as actividades lectivas, as salas com características específicas, a cantina, o bar, a biblioteca, compreendendo a funcionalidade de cada espaço, dando especial atenção às explicações referentes à utilização do cartão electrónico.

Com os semblantes iluminados de alegria espontânea contactaram de perto com o recreio recheado de espaços propícios à brincadeira. Aí sim… deu-se o encantamento! Começando pelo relógio de sol, continuando a viagem pelo Jardim dos Amores, descansando nos bancos namoradeiros, brincando à sombra das frondosas árvores, perdendo-se no labirinto de sebes, viajando na imaginação, como se se tratasse de um trajecto próprio dos contos de fadas.

O tempo escasseou… a jornada continuará no próximo ano, com estes homens e mulheres do futuro. E tal como diz o poeta: Apesar de parecerem “ bandos de pardais à solta”… “são os putos deste povo a aprenderem a ser homens”.

Graça Dinis

A Flor Mais Grande Do Mundo - Jose Saramago

José Saramago



Hoje estamos mais pobres e tristes.

Deixamos de contar com a imaginação, a sensibilidade, a inteligência, a firmeza e o conhecimento do nosso Prémio Nobel da literatura, que se expressava através da escrita, sendo capaz de nos surpreender em todas as obras.

No meu percurso académico , a disciplina de história foi sempre o meu lado B, que me dava até alguma alergia ao recordá-la. Foi através dos livros de Saramago que revi esse lado B e me converteu numa pessoa interessada na história de Portugal.

Há dois livros que me interessaram especialmente, a “Jangada de Pedra” e o “Ensaio sobre a cegueira”. A primeira por ser um ficção interessantíssima sobre nós, Ibericos, e a nossa relação com a Europa, que para mim por vezes se tornou hilariante, e o segundo, porque explora com grande profundidade o que é o ser humano, como são os valores da nossa sociedade e como facilmente e rapidamente se pode “organizar” o caos, fazendo –nos sentir bem pequeninos.

Agradava-me também a sua personalidade e as suas intervenções polémicas. Com Saramago não havia meio termo, nem conversa morna: ou se amava, ou se detestava.

Anabela Quelhas

A bandeira portuguesa

A bandeira portuguesa

Para comemorar o Centenário da Implantação da Republica aprendemos, na aula de Matemática, as regras que temos de obedecer ao construir uma bandeira de Portugal, para além de outras regras relativas ao seu uso por nós desconhecidas.

A bandeira é nosso símbolo, devemos de a respeitar e conhecer a lei que regula a sua construção e o seu uso. Esta lei foi aprovada pelo parlamento logo após a implantação da república.

A bandeira dever estar sempre impecável. Quando as cores começam a debotar ou se por qualquer motivo se danificar, deve ser substituída, para não perder a sua dignidade.

Na sua construção estão associadas várias proporções que fazem parte do tema que estamos a abordar nas aulas de matemática. Utilizamos as regras das proporções e construímos uma bandeira em papel A4.

As regras que obedecemos são:

· O comprimento é uma vez e meia altura.

· A cor verde, que está do lado do mastro, é dois quintos do comprimento enquanto o vermelho ocupa os restantes três quintos.

· A circunferência que tem no seu interior a esfera armilar e o escudo nacional tem o seu centro no ponto médio do segmento de recta que separa a cor vermelha da cor verde. O seu raio é um quarto desse segmento de recta.

Como era difícil desenhar a esfera armilar e o escudo muitos dos meus colegas não os desenharam preenchendo a circunferência apenas de amarelo.

A simbologia ligada à bandeira foi estudada na aula de história, e já a conhecíamos de outros anos lectivos.

Alice Daniela nº 1 6º G

Paula Cristina nº 11 6º F


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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Projectos de Promoção e Animação da Leitura


Conferência subordinada ao tema: Projectos de Promoção e Animação da Leitura, proferida pelo Dr. Francisco Fernandes, Director Regional de Educação da Madeira e também escritor de Literatura Infantil - Hoje, pelas 15h, no Arquivo Distrital de Vila Real.

O evento foi organizado pelos profs bibliotecários do Agrupamento Diogo Cão, Pedro Cardona e Virgínia Coutinho.
A nossa biblioteca foi representada pelas docentes Anabela Quelhas e Teresa Belo.

Visita ao Lar de Sto António


Hoje os alunos do 8º ano turma A visitaram os mais idosos no Lar de Sto António, acompanhados pelos professores José Carvalho e Cristina Viegas, e a assistente operacional Céu Lopes. Esta foi a terceira visita ao lar ao longo deste ano lectivo, que chega ao fim. Foi uma visita gratificante, todos foram recebidos com muita simpatia na partilha da leitura, da música e dos afectos.