segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Exposição sobre Haydn

A Exposição está a decorrer na biblioteca a propósito do Dia do Compositor. (articulação com o grupo disciplinar de Educação Musical).



Franz Joseph Haydn (Rohrau, Áustria, 31 de Março de 1732 — Viena, 31 de Maio de 1809) foi um dos mais importantes compositores do período clássico e, a par de Mozart, Beethoven e Bach, um dos mais apreciados mundialmente.
Era irmão do compositor Michael Haydn e do tenor Johann Evangelist Haydn. Viveu a maior parte de sua vida na Áustria.
Haydn passou a maior parte da sua carreira como músico da corte e da família dos Esterházy.
Isolado de outros compositores, foi, segundo ele próprio, “forçado a ser original”.

INFÂNCIA

Haydn nasceu em 1732 na vila de Rohrau (Baixa Áustria). Oriundo de uma família pobre, foi o segundo de doze filhos de Matthias Haydn (carroçeiro) e Maria Koller (cozinheira).
Na família de Haydn ninguém estava ligado à música, apesar de Matthias Haydn (pai) ser um entusiasta da música folclórica e tocar harpa de ouvido.


Casa onde Nasceu Haydn

De acordo com os apontamentos de Haydn, a sua família era bastante musical na infância, cantando frequentemente com os seus vizinhos.
Os pais de Haydn, perceberam desde cedo que este tinha talento musical, no entanto sabiam que em Rohrau ele não teria hipótese de ter qualquer aperfeiçoamento musical sério. Por esta razão, aceitaram a proposta de um de seus parentes, Johann Matthias Franck, mestre de capela em Hainburg, com o qual Haydn viveria e viria a ter aulas de música.
Haydn, com apenas seis anos de idade, partiu com Franck (tio) e nunca mais voltou a viver com os seus pais.
A vida na casa de Johann Matthias Franck não era fácil para Haydn. Chegou a passar fome e humilhações. Haydn começou aprender a tocar cravo (instrumento musical de tecla), violino e cantar no naipe dos sopranos no coral da igreja.

Em 1740, Georg Von Reutter, director de música na catedral de Santo Estêvão, em Viena, impressionou-se com Haydn. Naquela época ele viajava pela Áustria procurando meninos cantores talentosos. Assim, Haydn foi para Viena, onde trabalhou durante os nove anos seguintes como coralista, estando nos últimos quatro na companhia do seu irmão mais novo Michael.

O TRABALHO COMO MÚSICO
Haydn, em 1749, já adolescente, deixou de poder cantar como soprano. Desta forma, abandonou o seu trabalho chegando mesmo a passar uma noite sem casa, no banco de um jardim, mas foi levado por amigos e começou uma carreira como músico independente.

Durante esse período, que durou dez anos, Haydn desenvolveu várias actividades, incluindo a de acompanhante do compositor italiano Nicola Porpora com quem veio a aprender os principais fundamentos da composição. Desta forma, escreveu o seu primeiro quarteto de cordas (grupo musical composto por quatro instrumentos de corda – dois violinos, viola de arco e violoncelo) e a sua primeira ópera. Durante este tempo, a reputação de Haydn começou a crescer gradualmente.

Quarteto de Cordas

OS ANOS COMO MESTRE DE CAPELA


Em 1759 (1757, de acordo com alguns), Haydn alcançou o seu primeiro cargo importante, como mestre de capela, para o conde Karl von Morzin. Nesse cargo, Haydn dirigiu a orquestra de câmara do conde e escreveu as primeiras sinfonias. O conde Morzin, posteriormente, passou por problemas financeiros levando-o a acabar com o seu estabelecimento musical, mas Haydn conseguiu de imediato outro trabalho, como mestre de capela assistente para a família Esterházys, uma das mais ricas e importantes do Império Austríaco. Quando o antigo mestre de capela, Gregor Werner, morreu em 1766, Haydn passou a ser o titular.

Como empregado dos Esterházys, Haydn também os acompanhava. Viveram no Palácio Esterháys em Eisenstadt, o seu palácio de inverno a cerca de 50 km. de Viena, e no Palácio Esterházys em Fertöd, o grande palácio da família, na Hungria. A Haydn também eram confiadas grandes responsabilidades, incluindo a composição, a regência da orquestra, a execução de música de câmara para os Esterházys, e eventualmente desenvolvendo produções para ópera.
Apesar do trabalho árduo, Haydn sentia-se feliz com esse trabalho. Os Esterházys eram conhecedores da música que Haydn desenvolvia e apreciavam o seu trabalho dando-lhe condições necessárias para o seu desenvolvimento artístico, incluindo o acesso diário à sua pequena orquestra.

Em 1770, com a segurança do trabalho como mestre de capela, Haydn casou-se. Contraiu matrimónio com Maria Anna Keller, uma mulher de pouca inteligência e rabugenta. Deste casamento não tiveram filhos. Especula-se que Haydn tenha tido filhos com a amante Luigia Polzelli, cantora na casa dos Esterházys, com quem viveu um longo romance.


Durante os quase trinta anos que Haydn trabalhou para os Esterházys, produziu uma grandiosa quantidade de obras, em que o seu estilo musical se foi apurando cada vez mais. A sua popularidade no mundo aumentou. Gradualmente, Haydn passou a escrever tanto para os Esterházys como para publicação.

Por volta de 1781, Haydn estabeleceu uma sólida amizade com Mozart, cujos trabalhos foram mutuamente influenciados durante muitos anos.

Haydn impressionou-se com o trabalho de Mozart. Nessa época, Haydn deixou de compor óperas e concertos – precisamente os dois géneros em que Mozart mais se notabilizou. Mozart, em contrapartida, escreveu seis quartetos para Haydn.


A ESTADIA EM LONDRES

Em 1790, o príncipe Nicolau morreu e foi sucedido por um outro que não gostava de música, deixando de proteger Haydn, este foi obrigado a hospedar-se numa pensão.


Assim, livre das obrigações, Haydn pôde aceitar uma oferta de um empresário alemão de seu nome Johann Peter Salomon, para visitar a Inglaterra e dirigir as suas novas sinfonias com uma grande orquestra.

A visita foi um grande sucesso. Rapidamente, Haydn adquiriu fama e riqueza.

Musicalmente, as visitas a Inglaterra proporcionaram-lhe dirigir algumas das suas mais famosas obras, incluindo as últimas 14 sinfonias, entre as quais a 94ª (Surpresa) e a 103ª (o “Rufar de Tambores”) e o Rondó Cigano, para trio de pianos .

OS ÚLTIMOS ANOS EM VIENA

Haydn quase se sentia um cidadão inglês, no entanto decidiu voltar para Viena, onde construiu uma casa e se dedicou à composição de grandes obras religiosas para coro e orquestra, entre as quais os últimos nove quartetos, os oratórios (género de composição vocal e instrumental, baseado em textos bíblicos ou assuntos religiosos) por exemplo a “A Criação”, escrita para coro, solistas e orquestra, “As Estações”, o “Te Deum” e seis missas dedicadas à família Esterházys, cujo príncipe era novamente inclinado à música. Estas obras marcam o ponto máximo da obra musical de Haydn.

A partir de 1802, Haydn começa a dar sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor, o que foi muito difícil para ele, uma vez que não parava de ter novas inspirações.


Mapa de Viena de Áustria

APARÊNCIA E PERSONALIDADE

Haydn era conhecido por ter uma personalidade tranquila e optimista.

Tinha um apurado sentido de humor, que chegou a ser percebido em algumas obras: na Sinfonia nº45 em fá sustenido menor, chamada Sinfonia dos “adeuses”, fez com que os músicos fossem parando de tocar um de cada vez, fechassem a partitura e saíssem da sala, até que só ficasse um único executante no final, como forma de mostrar ao príncipe que eles faziam jus a um tratamento mais condigno, visto que eram considerados meros serviçais do palácio. O príncipe, que era perspicaz, entendeu a mensagem passando a dar melhor atenção aos músicos da sua orquestra.
Em alguns casos, ele introduzia uma nota forte súbita, para evitar que os espectadores dormissem durante a execução. Era particularmente respeitado pelos músicos da corte que ele supervisionou, assim como os tratava cordialmente e representava efectivamente os interesses dos músicos.


Haydn tinha uma fé católica muito convicta. Sempre que terminava uma composição, escrevia as palavras “Laus Deo” (“Glória a Deus”), ou alguma expressão parecida no fim do manuscrito.
As suas diversões preferidas eram a caça e a pesca.

Haydn era feio (para o padrão de beleza dominante na época) e de baixa estatura, ficava surpreso quando as mulheres o seguiam durante as visitas a Londres. Cada um dos vários artistas que pintaram a face de Haydn durante sua vida tentou deixar transparecer a sua personalidade agradável, apesar de não se enquadrar naquele padrão de beleza.

OBRA


Haydn é considerado o “pai” da sinfonia clássica e do quarteto de cordas. Escreveu sonatas para piano, trios, divertimentos e missas, que se tornou a base do estilo clássico de composição da música erudita. Compôs, também, algumas músicas de câmara, óperas e concertos, que hoje não são tão conhecidos.

Haydn foi um dos compositores que mais influência teve na época do classicismo. O desenvolvimento da forma-sonata de um esquema rígido em uma maneira subtil e flexível de expressão musical, que se tornou dominante no pensamento musical clássico, é devido quase completamente a Haydn. Ele também criou a forma sonata, a forma de variação dupla, e foi também o primeiro a integrar a fuga e outros modelos contrapontísticos à forma clássica.

Haydn faleceu em 1809, aos 77 anos, após a tomada de Viena pelo exército francês de Napoleão Bonaparte.

Grupo de Educação Musical

1 comentários:

Anónimo disse...

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